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13/10/2026

Reajuste tarifário 2026 mantém a Cegero entre as menores tarifas do Brasil

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) homologou, por meio do Despacho nº 3.761, de 28 de setembro de 2026, as novas tarifas da Cooperativa de Eletricidade de São Ludgero – Cegero. Os valores vigoram de 30 de setembro de 2026 a 29 de setembro de 2027 e estarão disponíveis em http://www.cegero.coop.br/comerciais/tarifaservico.

 

O efeito médio a ser percebido pelos consumidores é de 10,01%. Para os consumidores atendidos em baixa tensão, a variação média é de 9,66%; para os atendidos em alta tensão, de 10,22%, conforme a Nota Técnica nº 179/2026-STR/ANEEL.

 

Na modalidade convencional, a tarifa residencial passou de R$ 0,53492/kWh para R$ 0,58605/kWh, sem tributos e demais adicionais. A diferença é de R$ 0,05113 por kWh, equivalente a aproximadamente 5,11 centavos e a uma variação de 9,56%. A mesma tarifa convencional é aplicada aos subgrupos B2 rural e B3 comercial e pequenas indústrias, observadas as regras e os benefícios específicos de cada consumidor.

 


 

 

Comparação da tarifa residencial

 

Mesmo após a atualização, a tarifa residencial convencional da Cegero permanece inferior à da Celesc. A tarifa da concessionária estadual, vigente desde 22 de agosto de 2026, é de R$ 0,75975/kWh, aproximadamente 30% superior à da Cegero.

 

 

Para ter ideia da economia, supomos um consumo de 300 kWh por mês (Consumo médio residencial), quanto você pagaria na Cegero e na média Nacional:

 

- Com a Cegero: R$ 175,80 (Sem impostos, COSIP e bandeiras tarifárias);

- Média nacional: R$ 251,70 (Sem impostos, COSIP e bandeiras tarifárias).

 

Ou seja, uma economia de R$ 75,90 por mês, o que representa R$ 910,80 por ano em relação à média nacional.

 

 

Encargos setoriais e impostos pesam na tarifa

 

Os encargos setoriais continuam entre os principais fatores de pressão sobre a conta de energia. São cobranças vinculadas a políticas públicas e obrigações do setor elétrico, definidas fora da gestão da cooperativa. Esses valores são repassados aos seus destinatários e não representam recursos livres para a Cegero investir ou custear suas atividades.

 

Os encargos e tributos passaram a representar cerca de 54% da composição média da fatura, enquanto os custos próprios da cooperativa representam 17,1%.

 

Em 2026, os encargos tiveram alta de 8,96% em relação a 2025 e acrescentaram 3,30 pontos percentuais ao efeito médio da Cegero. Lembramos que no ano passado (2025) os encargos chegaram a R$ 49,2 bilhões, representando um crescimento de 32,4% em relação a 2024. Esse fundo federal financia diversos programas e subsídios do setor elétrico, como:

 

- Tarifa Social para famílias de baixa renda;

- Incentivos para fontes renováveis;

- Programa Luz para Todos;

- Descontos na transmissão de energia; e

- Subsídios para regiões isoladas sem conexão com o sistema nacional.

 

Já a Parcela B, que reúne os custos próprios de distribuição (Custos Cegero), incluindo operação, manutenção e investimentos, caiu 3,62% e reduziu o efeito médio em 0,89 ponto percentual.

 

Os custos de transporte (Linha de Distribuição 138 kV Cegero/Cerbranorte) também contribuíram para conter a alta, apresentando uma redução de 6,51%, contribuindo para diminuir o efeito tarifário em -1,21 ponto percentual.

 

A Linha de Distribuição 138kV, tem se mostrado um investimento voltado à confiabilidade do fornecimento e à redução dos custos de transporte ajudando a conter a tarifa, mesmo diante do aumento de encargos e da compra de energia.

 

 

Composição da tarifa

 

A conta de luz reúne diferentes componentes: compra de energia, transporte, distribuição, encargos setoriais e tributos. Na composição média apresentada pela Cegero para o ciclo 2026/2027, os encargos setoriais representam aproximadamente 28,8%, e os tributos, 25,2%. Juntos, esses dois itens correspondem a cerca de 54% do total, ou seja, mais da metade do valor da conta nessa composição. Já a parcela destinada à distribuição (Cegero) é de aproximadamente 17,1%.

 

 

Em termos ilustrativos, a cada R$ 100 dessa composição, cerca de R$ 17,10 correspondem à atividade da Cegero, R$ 29 à geração e ao transporte e R$ 54 a encargos e tributos. Os valores são aproximados e a composição de cada fatura varia conforme o perfil do consumidor e as cobranças incidentes.

 

 

Eficiência na distribuição

 

A gestão dos custos próprios continua sendo um diferencial da Cegero. No gráfico a seguir da Nota Técnica nº 179/2026, a cooperativa apresenta a menor participação do custo de distribuição na receita requerida entre as permissionárias comparadas: 22,8%. O dado considera a composição regulatória antes dos tributos, por isso difere dos 17,1% apresentados no gráfico da fatura.

 

 

Segundo o presidente da Cegero, Tito Hobold, a cooperativa reafirma seu compromisso de controlar os custos sob sua gestão, investir na qualidade do fornecimento e atuar com transparência e responsabilidade social. Ao manter uma tarifa inferior à média nacional, a Cegero contribui para aliviar o orçamento das famílias, fortalecer a competitividade das empresas e promover o desenvolvimento econômico e social da região.

 

 

Mais informações acesse:

http://www.cegero.coop.br/comerciais/tarifaservico